Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

Eu sou

Ontem à noite escrevi, num contexto diferente deste, que sempre ambicionei escrever sem ser sobre mim. Que desejo limpar da minha escrita todos os vestígios de mim e criar a partir do nada. Escrever apenas e só com a imaginação. Escrever de novo.
Hoje a minha psicóloga, a quem não falei sobre este assunto (porque há tantos outros assuntos de que falar) entregou-me uma folha A4, branca, com as palavras "Eu sou" escritas no topo, e disse-me para lhe devolver a folha completamente preenchida na próxima sessão.
E agora o que é que eu faço à resolução de ontem à noite - e de uma vida inteira?

4 comentários:

Lunatic on the grass disse...

Quando andava na escola, um amigo entregou um trabalho sobre o fascismo em portugal cujo título era: «O que Portugal ganhou como fascimo». E depois o trabalho eram 40 páginas em branco. E teve boa nota.
Se fosse a ti entregava assim mesmo e diria que era uma folha em branco.

M. disse...

É uma boa ideia, um bom ponto de partida, pelo menos. Acho que já dá para arrancar: Se eu fosse o Lunatic on the Grass entregraria esta folha sem nela escrever nada e diria que sou uma folha em branco...

Kaiser disse...

Eu punha umas aspas no título e escrevia um conto.

K.

M. disse...

Viva, Kaiser. É a via mais provável... até porque eu invento-me tantas e tantas vezes...

Grazie!